Arcos Curvados Empilhados para a Villa do Pátio Central por NextOffice no Irã

the central courtyard villa 12

A Villa do Pátio Central, projetada pelo NextOffice em Lavasan, Irã, apresenta uma estrutura em túnel/bar com uma disposição contínua de arcos empilhados. O resultado é um edifício residencial intrincado, com um pátio central tridimensional. Este projeto representa uma interpretação contemporânea de um dos elementos mais duradouros da arquitetura iraniana, situando um pátio tridimensional em seu coração para abordar questões de clima, privacidade e vida cotidiana em um único gesto arquitetônico. O NextOffice repensa a tipologia tradicional do pátio voltado para dentro, estendendo-o por toda a área da residência e transformando-o em um sistema espacial poroso que organiza luz, movimento e interação social. Este pátio oferece graus variados de permeabilidade, evidentes no piso (através da piscina), nas paredes (abertas para visões opostas) e em direção ao céu. Dois elementos em forma de L, tanto em planta quanto em seção, se cruzam para formar uma abertura no núcleo da massa. Ao contrário de seus predecessores, este pátio central tridimensional está conectado ao exterior em vários níveis e, por meio de diferentes configurações, gera graus variados de fechamento, privacidade e camadas dentro do espaço. O projeto reinterpreta um dos elementos mais duradouros da arquitetura iraniana. Em lares históricos iranianos, o pátio central media entre condições ambientais extremas e expectativas culturais profundamente enraizadas. Ele modera o calor intenso e o ofuscamento, ao mesmo tempo em que cria um mundo interior protegido, separando claramente a vida privada do domínio público. A Villa do Pátio Central preserva essas qualidades essenciais, mas se recusa a tratá-las como relíquias fixas. Em vez disso, o estúdio abre o pátio para fora e para cima, permitindo que sua influência flua através de cada nível do edifício. O projeto expande a ideia do pátio além de seus limites convencionais. Em vez de um simples vazio aberto, ele se torna um espaço tridimensional e em camadas gerado por uma série de túneis empilhados e volumes em forma de fita conectados por arcos contínuos. Essa empilhagem estrutural produz uma rede de terraços, vazios e aberturas emolduradas que borram a linha entre o interior e o exterior. O resultado é uma casa que oscila entre introversão e extroversão, oferecendo aos residentes um espectro constantemente mutável de experiências espaciais. A permeabilidade molda toda a composição. No nível do solo, uma piscina perfura o plano do piso e introduz a água como moderadora do clima e elemento sensorial. As fachadas em lados opostos se abrem generosamente em direção ao pátio, enquanto o teto se dissolve para o céu acima. Esses gestos criam uma arquitetura que se sente suave e negociável, onde quartos fechados e espaços semi-abertos se alimentam mutuamente e permanecem em diálogo contínuo. A lógica tectônica da villa reflete esse caráter híbrido. Um sistema convencional de vigas e colunas funciona em conjunto com essa fluidez espacial.

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